Pe. Frei Patton no Egito: 800 anos do encontro de São Francisco com sultão
Cidade do Vaticano
O custódio da Terra Santa e guardião do Monte Sião, Pe. Frei Francesco Patton, está no Egito para participar das celebrações comemorativas dos 800 anos do encontro de São Francisco de Assis com o sultão do país do Oriente Médio Al-Malik Al-Kamel.
O programa da visita prevê vários encontros, entre os quais, com o chefe da Igreja copta-ortodoxa e patriarca de Alexandria, Papa Tawadros, e com o Grão Imame de Al Azhar Al-Tayyib.
Na sexta-feira, 1º de março, a visita e a peregrinação à cidade portuária de Damieta, no dia 2, a participação num Congresso em Al Azhar, e dia 3, domingo, a celebração da santa missa na igreja de São José no Cairo, presidida pelo prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, e Enviado especial do Papa Francisco para as celebrações deste VIII centenário, cardeal Leonardo Sandri.
Documento assinado pelo Papa e Al-Tayyib atualiza encontro de oito séculos atrás
A visita ao Egito se dá à distância de menos de um mês da visita do Papa Francisco a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, durante a qual o Pontífice e Al-Tayyib assinaram uma declaração comum em que se afirma “adotar a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento recíproco como método e critério”.
“O documento assinado é uma esplêndida atualização do encontro de oito séculos atrás”, disse à agência Sir o custódio da Terra Santa, que recorda que “já dois anos atrás, a visita apostólica do Papa Francisco ao Egito, com os encontros com o presidente Al-Sisi e o Grão Imame de Al Azhar Al Tayyib, foi vista como atualização do encontro entre São Francisco e o sultão” do Egito em Damieta em 1219.
Solidariedade ao Patriarca Tawadros e reconhecimento ao Imame Al-Tayyib
“Durante minha viagem ao Egito terei a oportunidade de expressar solidariedade ao Patriarca ortodoxo Tawadros por tudo aquilo que os cristãos coptas sofreram e estão sofrendo no Egito e reconhecimento ao Grão Imame Al-Tayyib por este gesto corajoso que foi a declaração assinada com o Papa Francisco”, acrescentou Pe. Frei Patton.
“O encontro de Abu Dhabi foi um evento de forte impacto simbólico. Os conteúdos da declaração são realmente históricos, contêm a rejeição taxativa e conjunta a todo e qualquer uso da violência em nome de Deus. Nenhuma forma de terrorismo pode ter uma justificação de tipo religioso”, ressaltou o franciscano.
“É uma resposta também a quem considera que o Islã é intrinsecamente violento. Abu Dhabi nos ensina que se pode ter outra abordagem”, concluiu o custódio da Terra Santa e guardião do Monte Sião.
(Sir)
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