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Lusofonias: LIAM, ‘Mais e Melhor’ Missão

É sempre uma alegria e um tempo inspirado visitar Fátima e encontrar líderes da LIAM, mesmo quando a chuva e o frio convidam mais a ficar portas adentro. Este Movimento Missionário laical nasceu em Fátima em 1937 e muitos dos seus eventos mais marcantes é ali que acontecem.

Tony Neves, em Fátima

Uma viagem-relâmpago ‘Roma-Fátima-Roma’ tinha que ter justificação forte. E teve! Fátima acolheu, a 22 e 23 de fevereiro, cerca de 250 membros da Liga Intensificadora da Ação Missionária’ (LIAM), movimento laical da família Espiritana. O Encontro Nacional teve por tema a ‘Espiritualidade e Missão no Mundo Contemporâneo’. Foi um evento de reflexão, oração, partilha, encontro e formação de lideranças.

Foram dias intensos, marcados pelas más notícias do internamento do Papa Francisco, em ‘estado crítico’, por quem rezamos ali junto da Senhora de Fátima, a quem o Papa gritou: ‘Temos Mãe!’. Não faltaram no encontro os elogios rasgados à aposta missionária deste jesuíta argentino. Em homenagem, foi citado e partilhado o artigo do teólogo britânico Eamonn Mulcahy ‘o que os Espiritanos podem aprender com o coração missionário do Papa Francisco’ onde a Missão segundo Francisco é Encontro, Proclamação, Alegria, Misericórdia e Ternura, Fraternidade e Inclusão, Ecologia Integral e Sinodalidade’.

Hildeberto Maia, primeiro Presidente Nacional, recordou que ‘a LIAM nasceu como Movimento Missionário de Leigos e foi como tal que ela marcou a Igreja’. O P. José Carlos Coutinho, animador missionário, insistiu na convicção de que não há Missão sem Espiritualidade, porque sem esta não há compromisso. A Missão é sempre um convite a arriscar o avanço para águas mais profundas, abandonando as áreas de conforto e segurança que impedem que se ultrapassem todas as fronteiras que permitem chegar onde Deus nos manda.

Termino por onde o Encontro da LIAM começou: com a intervenção do D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa. Após apresentação de curriculum, este jovem teólogo começou a conferência a sorrir: ‘disseram muita coisa de mim, mas a página mais gloriosa da minha vida foi a passagem pelos Jovens Sem Fronteiras’. Apresentou sete desafios atuais da Igreja que têm de ser respondidos por todos. O primeiro é cultivar o essencial, pondo o coração a bater sempre ao ritmo da essência do Evangelho. É hoje difícil fazer escolhas e as pessoas estão sempre entaladas entre a herança e a novidade, tornando-se difícil discernir e decidir. Aqui entra uma realidade-chave, a misericórdia que é o 1º andamento da sinfonia do Evangelho!

O segundo desafio, para D. Alexandre, é ‘uma Espiritualidade com carne’, ou seja, com realismo, que toque e fale na vida concreta das pessoas, que resulte de uma evangelização integral, mas que não transforme a Igreja apenas numa ONG de caridade. A unidade de vida é o 3º desafio. Há que apostar no que realmente importa. É difícil gerar unidade num contexto de tanta diversidade. Disse o Bispo: ‘temos que fazer o puzzle da nossa vida, fazendo uma bela figura a partir de um amontoado de peças soltas’. O quarto desafio é a construção de uma Igreja mais extrovertida, quer dizer, voltada para fora. Esta é uma forma de testemunhar o Evangelho em todos os ambientes, sabendo nós que temos pessoas e até gerações inteiras que nunca tiveram qualquer contacto com a Igreja. O quinto desafio é aprender a conversar. É difícil este exercício, pois a Igreja habituou-se  a ensinar. Hoje tem de saber também escutar e conversar. A dinâmica sinodal só se consolida com bons escutadores!

‘Refazer os laços’ é o sexto desafio que lança uma pergunta a que é urgente responder: ‘como ser fermento na massa numa sociedade com muitos laços rompidos ou desatados?’. Finalmente, há que re-inculturar o Evangelho. É verdade – lembrou o Bispo teólogo – que os missionários trouxeram muito o tema da inculturação para a agenda da Igreja. Só que o contexto mudou e a questão é de difícil resposta: ‘Como voltamos a tornar o Evangelho cultura?’.

É sempre uma alegria e um tempo inspirado visitar Fátima e encontrar líderes da LIAM, mesmo quando a chuva e o frio convidam mais a ficar portas adentro. Este Movimento Missionário laical nasceu em Fátima em 1937 e muitos dos seus eventos mais marcantes é ali que acontecem. Maria foi apresentada como a missionária exemplar, uma mulher ousada, aberta, sempre em saída: foi visitar a prima Isabel, deu à luz em Belém, experimentou o exílio no Egito e, de regresso à terra natal, vemo-la no Templo, nas Bodas de Caná, junto à Cruz e, com os Discípulos, na manhã de Pentecostes. As periferias e margens da história são os lugares preferidos da Mãe que, como ainda ecoa nos nossos corações o tema das Jornadas Mundiais da Juventude (Lisboa 2023), ‘levantou-se e partiu apressadamente’!(Lc 1,39).

O Hino da LIAM, tantas vezes cantado neste e em todos os Encontros, explica tudo no seu refrão: ‘Sempre atuando, Mais e Melhor, damos ao mundo Verdade e Amor!’.

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03 março 2025, 12:37
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