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No Natal de 1961, com a constituição apostólica Humanae Salutis, o Concílio foi oficialmente convocado para o ano seguinte. Mais tarde, com a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Consilium, de 2 de fevereiro de 1962, foi determinado o nome: Concílio Vaticano II, aberto em 11 de outubro de 1962. Em 1 de julho de 1962, o Papa publicou a Encíclica Paenitentiam falando sobre a necessidade de oração e penitência para o êxito do Concílio. No Natal de 1961, com a constituição apostólica Humanae Salutis, o Concílio foi oficialmente convocado para o ano seguinte. Mais tarde, com a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Consilium, de 2 de fevereiro de 1962, foi determinado o nome: Concílio Vaticano II, aberto em 11 de outubro de 1962. Em 1 de julho de 1962, o Papa publicou a Encíclica Paenitentiam falando sobre a necessidade de oração e penitência para o êxito do Concílio.  

A chave da reforma litúrgica: a pastoral

"Já operante em toda a Igreja, o movimento litúrgico ainda recebe mais força com Pio XII com a Encíclica Mediator Dei, de 22 de novembro de 1947. A liturgia assim estava se adentrando numa estrada definitiva que era a orientação pastoral, orientando-se a voltar às origens."

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos falar hoje sobre “a chave da reforma litúrgica: a pastoral”.

Depois da pausa durante os trabalhos sinodais, voltamos nesta quarta-feira com nosso espaço Memória Histórica, para falar sobre o Concílio Vaticano II, em particular, sobre a reforma litúrgica. E no programa de hoje, padre Gerson Schmidt, que tem nos acompanhado na exposição dos documentos conciliares, volta a citar, entre outros, o arcebispo Annibale Bugnini, um personagem-chave da grande reforma litúrgica que já se desenhava desde o final da II Guerra Mundial e que foi implementada pelo Papa Paulo VI. O arcebispo foi um dos principais coordenadores de sua implementação na América Latina durante o período imediatamente após o Concílio. Padre Gerson Schmidt, destaca que a pastoral é a chave da reforma litúrgica:

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"A reforma do Concílio Vaticano II se distinge por sua característica pastoral, ou seja, o pastoreio do Povo Santo de Deus que se reúne e celebra, convocados por Deus pela Palavra. “A participação e inserção do Povo de Deus na celebração litúrgica são a meta da reforma, foram o objetivo do movimento litúrgico”[1]. E essa participação não deve ser apenas exterior, mas interior, quando a assembleia reunida m ergulha na raiz, no âmago do mistério que é celebrado, ao próprio Cristo presente.

O movimento litúrgico e a reforma da Sacrosanctum Concilium propuseram reconduzir os fiéis à sua ampla participação, compreensão e celebração na liturgia. O abade Guéranger, falecido em 1875, já propunha esse ideal em suas liturgias e publicações nos mosteiros beneditinos por ele fundados. Pio X viu na participação ativa dos fiéis na liturgia uma fonte primária e indispensável do verdadeiro espírito Cristão”[2].

Pio X encontrou acolhida de seu pensamento papal na Abadia de Mont-César onde dom Lamberto Beaudiun(falecido em 1960) em 1909 deu vida ao movimento litúrgico organizado. Também os beneditinos de Maria Laach, na Alemanha, deram um impulso com o aprofundamento teológico, bíblico e patrístico da Liturgia, sempre em vista da pastoral.

 

“Associações, jornais, semana e congressos litúrgicos se multiplicaram em toda a parte, em campo diocesano, nacional e internacional, até que a Santa Sé começou a apoiar e favorecer inicialmente o movimento, assumindo-o, a seguir, sob a própria direção”[3]. O apoio de Pio XI foi decisivo com a Constituição Apostólica Divini Cultus, de 1928 e pela fundação, em 1930, do departamento Histórico da Sagrada Congregação dos Ritos.

Já operante em toda a Igreja, o movimento litúrgico ainda recebe mais força com Pio XII com a Encíclica Mediator Dei, de 22 de novembro de 1947. A liturgia assim estava se adentrando numa estrada definitiva que era a orientação pastoral, orientando-se a voltar às origens.

Antes da Encíclica Mediator Dei houve a nova versão latina dos salmos, levada a cabo por ordem de Pio XII e que impulsionou também a ideia da reforma de toda a Liturgia, de que o saltério não devia constituir senão o primeiro tijolo.

A ideia da reforma geral da Liturgia ia ganhando peso e mais espaços, ganhando consistência no departamento histórico da Sagrada congregação dos Ritos, o organismo mais capaz para o trabalho dessa natureza.

Em 28 de maio de 1948 foi nomeada a Comissão para a reforma litúrgica, presidida pelo cardeal Clemente Micara, prefeito para a Sagrada Congregação para os ritos. Essa comissão, com diversos membros liturgistas respeitados e renomados, se dissolve apenas em 1960 com a instituição da comissão preparatória do Concilio. Essa Comissão gozava da confiança do Papa e se chamou “Piana”, que revisou praticamente todos os livros litúrgicos, inclusive o Ritual, que foi redigido e composto tipograficamente, mas não publicado porque a livraria vaticana temia não conseguir publicá-lo para o acontecimento do concilio.

O primeiro fruto da Comissão foi a restauração da Vigília Pascal em 1951, que provocou uma explosão de alegria em toda a Igreja. Foi a partir daí que a liturgia enveredou decididamente pela estrada da pastoral. O Concílio Vaticano foi iminentemente ecumênico e pastoral. É assim, nesse foco e prisma, que devemos mergulhar na Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium.

___________________

[1] BUGNINI, A. “Movimento Litúrgico o pastorale litúrgica, in: N 10(1974, 137-138. De Annibale Bugnini, “A reforma Litúrgica(1948-1975)”, tradução de Paulo F. Valério, 2ª Edição, Editoras Paulus, Paulinas e Loyola, SP, 2018, p.39.

[2] Motu Proprio Tra le Sollecitiduni, 22 nov. 1902.

[3] De Annibale Bugnini, “A reforma Litúrgica(1948-1975)”, tradução de Paulo F. Valério, 2ª Edição, Editoras Paulus, Paulinas e Loyola, SP, 2018, p.39.

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