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"Os atos litúrgicos revestem-se de forma mais nobre quando os ofícios divinos são celebrados solenemente com canto, com a presença dos ministros sacros e a participação ativa do povo." (SC 13) "Os atos litúrgicos revestem-se de forma mais nobre quando os ofícios divinos são celebrados solenemente com canto, com a presença dos ministros sacros e a participação ativa do povo." (SC 13) 

Os cantos litúrgicos na Missa

“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (SC n 112).

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos falar no programa de hoje sobre “Os cantos litúrgicos na Missa”.

“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (N 112). A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, dedica seu capítulo VI à Música Sacra, destacando sua importância para a Liturgia,  a necessidade da promoção da música sacra, sua adaptação às diferentes culturas , as normas para os compositores. Ao falar sobre os instrumentos sagrados, destaca no número 120: “Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.”

Neste sentido, dando continuidade às suas reflexões sobre a liturgia, padre Gerson Schmidt nos traz hoje o tema “Os cantos litúrgicos dentro da Missa”:

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“A renovação litúrgica prevista pela Sacrosanctum Concilium quer buscar também a valorização do canto litúrgico apropriado. Aqui cabe um comentário muito especial sobre a utilização em cada parte da missa dos cantos apropriados e que sejam de fato litúrgicos. A celebração litúrgica na sua forma mais nobre é acompanhada dos cantos. O Apóstolo Paulo, na carta aos colossenses aconselha os fiéis, que se reúnem em Assembleia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf.Cl 3,16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2,46). A Igreja continua e desenvolve esta tradição: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai e louvai ao Senhor no vosso coração” (Ef 5,19). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: “cantar é próprio de quem ama”. Há um provérbio antigo que reza que “quem canta, reza duas vezes”[1].  A palavra cantar (ou seus derivados) aparece 309 vezes no AT e 36 no NT. A primeira menção bíblica do cantar encontramo-la após a passagem pelo mar vermelho, que recordamos, ano a ano, na solene programação da Vigília Pascal (Ex 15,1). Para Israel, o evento salvífico junto do mar permaneceu sempre a motivação maior para o louvor para o canto novo. Para os cristãos, a Ressurreição de Cristo que passou o “o mar vermelho da morte”, quebrando as portas do cárcere da morte, é o verdadeiro êxodo. O batismo celebrado na vigília pascal integra essas duas realidades, razões para o nosso cantar.

 

A cada liturgia, cabe à equipe de liturgia de cada comunidade local a escolha de cantos apropriados a cada momento litúrgico, que ajudem o povo a rezar, que não dispersem nem destoem, mas, conforme afirma o Missal Romano, que os cantos tenham em vista “a índole dos povos e as possibilidades de cada assembleia”[2].

A SC orienta assim sobre o canto litúrgico: 113. Os atos litúrgicos revestem-se de forma mais nobre quando os ofícios divinos são celebrados solenemente com canto, com a presença dos ministros sacros e a participação ativa do povo. 114. O tesouro da música sacra seja conservado e favorecido com suma diligência. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as “Scholae cantorum”. Procurem os bispos e demais pastores de almas que a assembleia dos fiéis possa prestar sua participação ativa nas funções sagradas que se celebram com canto, de acordo com as normas dos arts. 28 e 30” (que falam do decoro e do justo ordenamento litúrgico de cada ação sagrada).

No oriente, se ficou “fiel à musica puramente vocal em sua dignidade sacral como, também, com o seu conteúdo existente, tocam o coração e tornam a Eucaristia uma festa de fé”[3]. “No Ocidente, o tradicional “salmodiar foi desenvolvido, alcançando no canto gregoriano uma nova altura e uma nova pureza que constitui um critério permanente para a música sacra, a música para a liturgia da Igreja”[4]. Os padres conciliares reconhecem no canto gregoriano o canto próprio da liturgia romana, a ser reservado num lugar principal. Diz assim a SC no número 116: “A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana, o canto gregoriano; portanto, na ação litúrgica, ocupa o primeiro lugar entre seus similares”. Sobre a escolha apropriada dos cantos na liturgia, haveria muitas coisas a serem ditas sem termos aqui o tempo disponível. Os cantos, sobretudo na missa, renderiam um curso de liturgia a parte. Importante ainda dizer aqui que não cabe na escolha dos cantos o gosto ou os critérios pessoais de letra, música e ritmo, mas de seguirmos as orientações daqueles especialistas, os liturgistas que definem melhormente essa questão. Há critérios litúrgicos e orientações seguras para cada momento litúrgico.

_________________

[1] Missal Romano, 19

[2] ibidem.

[3] RATZINGER, Joseph., “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência Humana” – Obras completas, Volume XI, edições da CNBB, Editor em Lingua alemã: Cardeal Gerhard Muller e Editor em Lingua Portuguesa Antonio Luiz Catelan Ferreira, Brasilia-DF, 2019, p.120.

[4] Ididem. 

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