Malawi. Eleições: Bispos reafirmam neutralidade política em 2019
Cidade do Vaticano
"Não obstante termos encorajado os católicos a desempenharem o seu papel activo na política, nós como bispos católicos, não apoiaremos a nenhum político ou partido politico." Assim se lê no comunicado assinado por sete bispos e pelo administrador diocesano da diocese de Dedza.
Respeito e tolerância "pelo bem comum"
Os Bispos condenaram os recentes ataques ao Papa Francisco dizendo que estes actos são contra todo o Corpo da Igreja Católica. E apelaram aos políticos que se aproveitam disso a parar de fazê-lo. E aos que difundem nas redes sociais notícias falsas que difamam pessoas que têm opinião diferente, também a parar.
E para os que têm idade para votar, os prelados malawianos pediram:
“Mais uma vez, pedimos a todos os malawianos elegíveis que se registem e votem nas próximas eleições. Votar não é apenas um direito, mas também um dever de todos os habitantes do Malawi” - lê-se no Comunicado.
País assolado por periódicas secas e inundações
O Malawi (ex-Niassalândia) foi colónia britânica até 1964, altura da independência. Teve as suas primeiras eleições livres em 1994, depois de trinta anos sob Hastings Kamuzu Banda, que era conhecido por president wa muyaya, isso é, presidente eterno. Com 16 milhões de habitantes, numa área de 118,484 quilómetros quadrados, o Malawi é um dos países mais pobres do mundo, assolado por periódicas secas, inundações, fome e várias doenças infeciosas.
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