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O processo na Sala dos Museus Vaticanos por supostos negócios ilícitos com fundos da Santa Sé (Vatican Media) O processo na Sala dos Museus Vaticanos por supostos negócios ilícitos com fundos da Santa Sé (Vatican Media)

Processo vaticano, primeira audiência após o Natal: no centro, ainda, o 'caso Londres'

Esta sexta-feira haverá uma acareação entre Chaouqui e Ciferri, amiga de monsenhor Perlasca. Sobre o assunto, o presidente do Tribunal vaticano, Giuseppe Pignatone, informou que um memorial foi depositado pela jornalista Maria Giovanna Maglie. Esta quinta-feira, 12 de janeiro, na quadragésima terceira audiência, o interrogatório ao advogado Intendente que falou das negociações para fazer o corretor Torzi desistir das mil ações que lhe garantiam o controle do Prédio de Londres

Salvatore Cernuzio – Vatican News

A espectativa é para a acareação da manhã desta sexta-feira entre Francesca Immacolata Chaouqui e Genoveffa Ciferri, as duas mulheres que teriam "contribuído" para a elaboração do memorial de monsenhor Alberto Perlasca. Sobre este caso, o presidente do Tribunal vaticano, Giuseppe Pignatone, informou que uma carta e um memorial da jornalista da RAI, Maria Giovanna Maglie, que é ligada a Chaouqui, foram depositados nos dias 2 e 4 de janeiro. Por sua vez, na manhã desta quinta-feira, 12 de janeiro, uma nova audiência sobre a gestão dos fundos da Santa Sé foi realizada na Sala multifuncional dos Museus Vaticanos: a primeira após a pausa de Natal e a quadragésima terceira desde o início do processo judicial.

Interrogado o advogado Intendente

Sete horas e meia de duração da sessão, em grande parte ocupada pelo interrogatório da testemunha Manuele Intendente, advogada com um passado na Ernst&Young envolvido nas tratativas que levaram à negociação do Prédio de Londres. Logo em seguida, Renato Giovannini, vice-reitor da Universidade Telemática Marconi, já ouvido em 16 de dezembro, concluiu seu exame. Ambos foram colaboradores legais de Gianluigi Torzi, o corretor acusado de ter cedido por 15 milhões à Secretaria de Estado as mil ações com direito a voto que lhe davam o controle total do imóvel londrino. De certo modo, de acordo com a acusação, extorsivo.

A reunião de Londres de 2018

O interrogatório do promotor Alessandro Diddi centrou-se neste ponto em particular, ou seja, nas dinâmicas - das interlocuções, formais e informais, das mensagens, e-mails e grupos WhatsApp (como o "Os magníficos 3"), às viagens e reuniões em hotéis de luxo em Roma - que levaram a esta decisão, estabelecida em uma reunião em Londres de 20 a 22 de novembro de 2018. Intendente esteve presente naquele encontro mas, esclareceu na Sala do Tribunal, jamais teve voz ativa sobre o assunto.

A passagem para o fundo de Torzi

Em particular, o foco foi a fase em que a Secretaria de Estado havia decidido sair do fundo Gof do administrador Raffaele Mincione (réu), devido a despesas demasiado exorbitantes e inadequadas, e transferir as ações para o Gut de Torzi, apresentado pelo próprio Intendente - que o conhecia desde 2016 - para os "representantes" da Secretaria de Estado. Nomeadamente Fabrizio Tirabassi, responsável pelos investimentos, e Enrico Crasso, por 26 anos consultor financeiro do Dicastério (ambos réus). Intendente esteve envolvido nesta fase das negociações para remover o vínculo financeiro e solicitar um diálogo entre os dois financistas. Em particular, Mincione, que pediu um "liquidação" de 40 milhões para sair do negócio, primeiro negado e depois aprovado.

As respostas da testemunha

Foram genéricas as respostas e lembranças de Intendente, que foi repreendido duas vezes pelo presidente do Tribunal vaticano, Giuseppe Pignatone, sobre o fato de que ele deveria formular suas respostas sem o medo de terminar entre os réus: "Estamos em uma fase diferente do processo. Quando ele foi ouvido, o promotor quis considerar se deveria transformar o papel de testemunha para réu ("Chegamos perto", exclamou Diddi). A série de perguntas tem como objetivo o esclarecimento".

Reunião no final de 2018

Um fato sem precedentes relatado pela testemunha é que a proposta original era transferir todas as ações para o fundo Centurion, administrado por Crasso. A este respeito, Intendente, instado por Diddi, falou de um encontro com o Papa Francisco na Casa Santa Marta, no final de 2018, antes de outro encontro em 26 de dezembro - novamente em Santa Marta - com os protagonistas do caso londrino e suas famílias. No encontro, disse a testemunha, "tive a confirmação de que as mil ações não devceriam ser transferidas para o Centurion". Esta foi, segundo a alegação, uma indicação do Papa. Em relação a isto, pode-se lembrar a carta de 5 de novembro de 2020 com a qual Francisco transferiu os fundos administrados pela Secretaria de Estado para a APSA, na qual o Pontífice escreveu: "Deve ser dada especial atenção aos investimentos feitos em Londres e ao fundo Centurion, dos quais é necessário sair o mais rápido possível, ou pelo menos, dispor deles de forma a eliminar todos os riscos de reputação". Durante o encontro, Francisco deu ao substituto da Secretaria de Estado, dom Edgar Peña Parra, a tarefa de "cuidar dessa gestão".

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